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    25-09-2018

    27 de setembro

    Dia Nacional de Doação de Órgãos incentiva a importância desta prática


    Em  2017, o Brasil viveu seu melhor cenário de doações de órgãos dos últimos 20 anos. De acordo com dados publicados pelo governo federal, em 2016, foram aproximadamente 25 mil transplantes e, no ano passado, cerca de 27 mil, atingindo um novo recorde. Como meio de incentivar ainda mais esta prática e contribuir para sua ascensão, no dia 27 de setembro comemora-se, anualmente, o Dia Nacional de Doações de Órgãos.

    Apesar do crescimento no número de doadores, 43% dos brasileiros ainda negam a doação de órgãos de seus familiares após a morte. Segundo o Ministério da Saúde (MS), a fila de espera por um transplante teve um leve aumento em 2017. O número de pessoas que aguardam por um órgão passou de 41.052 para 41.122.

    No primeiro semestre de 2017, foram realizados no país 12.086 cirurgias de transplante. Em suma, a maior parte deles são transplantes de córnea (7.865) e transplante de rim (2.928). Foram feitos, ainda, 1.014 procedimentos cirúrgicos de fígado e 172 transplantes de coração. De acordo com o MS, 95% dos procedimentos são financiados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

    Quem pode doar?

    A doação de órgãos ou tecidos pode ser realizada em vida ou morte. Em vida, é possível doar um dos rins, parte do fígado, do pulmão ou a medula óssea, desde que a medida não coloque em risco a saúde do doador. Neste caso, a legislação só permite a doação para parentes até quarto grau e cônjuges. Caso contrário, somente com autorização judicial.

    Quando o doador é falecido, a família pode autorizar a doação de órgãos e/ou tecidos, tanto em casos de morte encefálica como parada cardíaca.

    Como funciona a Lista de Espera?

    Para cada modalidade de transplante, existe uma lista na qual os pacientes são inscritos pelas equipes transplantadoras, por meio de um sistema informatizado (SIG-SNT). As listas são gerenciadas pelas Centrais Estaduais de Transplantes, que fazem o acompanhamento dos receptores inscritos. Toda vez que ocorre uma doação no Estado, a Central Estadual, por meio desse sistema, gera uma lista de receptores compatíveis com o doador em questão. Quando não existem receptores compatíveis dentro do Estado ou quando neste estado não se realiza a modalidade de transplante referente ao órgão doado, a Central Estadual de Transplantes oferta o órgão para a Central Nacional de Transplantes (CNT-MS). A CNT-MS gera uma lista nacional de distribuição e, mediante o aceite, organiza toda a logística de encaminhamento do órgão. A posição na lista de espera é definida por critérios técnicos de compatibilidade entre o par doador-receptor (tais como a compatibilidade sanguínea, antropométrica, gravidade do quadro e tempo de espera em lista do receptor). Para alguns tipos de transplantes, é exigida ainda a compatibilidade genética.

    Quais órgãos podemos doar?

    Doador falecido: Coração, pulmões, fígado, pâncreas, intestino, rins, córnea, vasos, pele, ossos e tendões.

    Doador vivo: rins, parte do fígado ou do pulmão e medula óssea.

     

    Fontes: Ministério da Saúde/governo federal (http://www.brasil.gov.br)


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